Obaluaê

15/07/2016

Obaluaê. É o senhor da terra, o Orixá da cura, da saúde e também da renovação.

Na  Almas e Angola é um dos orixás maiores, é sincretizado com São Lázaro.Ele é o orixá da cura, da saúde e da renovação. Obaluaê é muito cultuado e incompreendido ao mesmo tempo dentro dos terreiros de Umbanda e Almas e Angola. Como também é tido como o senhor das doenças, alguns terreiros procuram o não desenvolvimento do filho de santo (principalmente Umbanda) que possui como orixá de cabeça, Temido na maioria dos terreiros, sua fama como senhor das pestes, das doenças contagiosas ou não, ele, na verdade, é o médico dos pobres. É um orixá de extrema força e valor dentro do terreiro. Está presente no funcionamento do organismo, na dor que sentimos por um corte, queimadura ou traumatismo, agonia, aflição, ansiedade. A ele devemos a nossa saúde. Cuida também da pele e de suas moléstias. Também conhecido como Xapanã, seus filhos geralmente têm alergias, coceiras, pneumonia e até mesmo tuberculose. Rege as pessoas que têm problemas mentais, perturbações nervosas e todos os desequilíbrios do sistema nervoso. Sua influência, além dos cemitérios, pode ser sentida nos hospitais, casas de saúde, ambulatórios, clínicas, sempre próximo aos leitos. Cuida dos mutilados, aleijados, enfermos em geral. Ao contrário do que se prega, é o Orixá da Misericórdia.

Obaluaê quer dizer “Rei e Senhor da terra” sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infectocontagiosas.
Obaluaê representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha (azê) que tampa seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente. Está fortemente relacionado os troncos e os ramos das árvores. Sua matéria de origem é a terra. Relaciona-se também com os espíritos contidos na terra. O colar que o simboliza é o ladgiba, cujas contas são feitas da semente existente dentro da fruta do Igi-Opê ou Ogi-Opê, palmeiras pretas. Usa também bradga, um colar grande de cauris.

Diz a lenda que Ôbaluaê, filho de Nanã, nasceu doente com o corpo coberto de chagas, e por isso Nanã o abandonou na beira da praia para que o mar o levasse. Iemanjá o achou e o escondeu em uma gruta na praia, cuidou de suas chagas e o cobriu com palha da costa para que suas cicatrizes não fossem vistas. Um dia, próximo à praia Ogum dava uma festa em que todos os orixás dançavam e cantavam. Iansã, observadora, o viu observando de longe e veio até ele. Ela levantou a palha de seu rosto e viu as marcas em sua pele e com sua ventarola provocou um vento tão forte que as feridas de Obaluaê saíram do corpo dele se transformando em pipoca, deixando-o limpo e são.

A saudação de Obaluaê é: Atotô, Obaluaê!

Seu dia da semana é a segunda-feira.

A vela utilizada para este orixá é a preta e branca.