Almas e Angola

07/06/2016

O Ritual

Almas e Angola é um ritual umbandista da atualidade, com fortes raízes africanas da região de Angola e severos preceitos influenciados pela doutrina iorubana (Kêto e Nagô), também originária da África. Almas são espíritos desencarnados, que incorporam no filho de santo para as práticas características da Umbanda, ou seja, os passes, consultas, rezas, trabalhos, descarregos, etc. Sua apresentação pode ser como preto velho (antigos escravos), caboclo (índios nativos do Brasil) e exú (espíritos de diferentes e variadas características).

Assim, uma definição do ritual Almas e Angola seria pelo menos desastrosa, pois muitos são os ramos que contribuíram para a sua formação e vários são os mistérios que envolvem essa prática. Só mesmo os praticantes têm condições de avaliar a profundidade da conceituação e o fundamento do ritual. Ele busca tornar claro o surgimento da vida e o desenvolvimento das faculdades mediúnicas, tendo como base as lendas dos orixás africanos, mesclada com o sincretismo, elemento tão presente na Umbanda, como no Catolicismo.

Depois de iniciado, o médium, agora chamado de filho de santo, procura se conhecer e chegar às suas conclusões a respeito de tudo o que o envolve e o influencia e também de como ele pode influenciar o seu destino. A metodologia ritualística em Almas e Angola resume-se a  fazer renascer, firmar, desenvolver e aperfeiçoar o orixá que está dentro de nós (nosso anjo da guarda), com o filho de santo galgando os sete passos em direção ao assentamento do orixá presente em seu ori (cabeça). São eles:
– Batismo ou confirmação de batismo;
– Bori (dar de comida à cabeça);
– Pai ou mãe pequena;
– Babalorixá ou Ialorixá;
-Reforço de 7, 14 e 21 anos.

A Almas e Angola, nesse aspecto, é semelhante ao Candomblé. O filho de santo é recolhido no terreiro e de acordo com a iniciação a ser realizada, fica determinado tempo para as práticas de feitura de seu Orixá.